Cinéma Vérité

May 13

Longe da linha que move o sucesso de The Walking Dead, a luta pela sobrevivência humana numa América decaída, a pequena pérola britânica In The Flesh, minissérie de três episódios exibida em meados de março pela BBC, subverte mais de 40 anos da história dos zumbis no cinema, trazendo em contornos dramáticos o ponto de vista de um morto-vivo inserido de volta a sociedade. Passado num universo onde os humanos não só venceram a guerra contra os zumbis, mais conhecidos como portadores da Síndrome do Falecimento Parcial, como também encontraram uma espécie de ‘cura’ para os infectados. A série se situa num pequeno vilarejo reacionário no interior da Inglaterra e é uma grande parábola sobre a intolerância no mundo de hoje.
In The Flesh - Reino Unido, 2013.
[4.5/5]

Longe da linha que move o sucesso de The Walking Dead, a luta pela sobrevivência humana numa América decaída, a pequena pérola britânica In The Flesh, minissérie de três episódios exibida em meados de março pela BBC, subverte mais de 40 anos da história dos zumbis no cinema, trazendo em contornos dramáticos o ponto de vista de um morto-vivo inserido de volta a sociedade. Passado num universo onde os humanos não só venceram a guerra contra os zumbis, mais conhecidos como portadores da Síndrome do Falecimento Parcial, como também encontraram uma espécie de ‘cura’ para os infectados. A série se situa num pequeno vilarejo reacionário no interior da Inglaterra e é uma grande parábola sobre a intolerância no mundo de hoje.

In The Flesh - Reino Unido, 2013.

[4.5/5]

Somos Tão Jovens é o tipo de cinebiografia que não tem o mínimo de interesse pelo seu personagem além da superfície ou do mito criado pela mídia e fomentado pelos fãs. Dirigido pelo veterano Antônio Carlos da Fontoura com um senso gigante de folhetim televisivo, seja pela escolha cafona de criar pontes para a utilização das músicas através de diálogos constrangedores ou pelo próprio roteiro que não teve culhão para trazer à tona a homossexualidade nunca negada pelo próprio Renato. Talvez por isso não exista uma progressão que desenvolva essa a figura conhecida como Renato Russo pra além dos seus cacoetes e suas frases de efeito romantizadas. Renato em síntese era uma figura anárquica, ao que filme só faz questão de enxergar enquanto um adolescente chato.   
Somos Tão Jovens - Antônio Carlos da Fontoura, Brasil, 2013.
[2/5]

Somos Tão Jovens é o tipo de cinebiografia que não tem o mínimo de interesse pelo seu personagem além da superfície ou do mito criado pela mídia e fomentado pelos fãs. Dirigido pelo veterano Antônio Carlos da Fontoura com um senso gigante de folhetim televisivo, seja pela escolha cafona de criar pontes para a utilização das músicas através de diálogos constrangedores ou pelo próprio roteiro que não teve culhão para trazer à tona a homossexualidade nunca negada pelo próprio Renato. Talvez por isso não exista uma progressão que desenvolva essa a figura conhecida como Renato Russo pra além dos seus cacoetes e suas frases de efeito romantizadas. Renato em síntese era uma figura anárquica, ao que filme só faz questão de enxergar enquanto um adolescente chato.   

Somos Tão Jovens - Antônio Carlos da Fontoura, Brasil, 2013.

[2/5]

Difícil levar a sério um roteiro que se aproveita do que funcionava bem em filmes como Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e Inception, mas que não faz sentido nenhum nesse constrangimento coletivo que é Em Transe. Começa como um filme de assalto, passa pelo momento ~adentrando na mente através da hipnose~, pausa para não um, mas dois closes na xoxota pelada de Rosario Dawnson, mostrando quem manda nessa porra e termina como um filme de redenção e vingança ala Revenge. No meio disso a fotografia com muita luz neon do ótimo Anthony Dod Mantle é um show à parte, mas do resto, nada faz sentido. Danny Boyle, tire umas férias na Índia e vá dançar um Jai Ho por que não ta fácil pra ninguém
Em Transe (Trance) - Danny Boyle, Reino Unido, 2013.
[1/5]

Difícil levar a sério um roteiro que se aproveita do que funcionava bem em filmes como Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças e Inception, mas que não faz sentido nenhum nesse constrangimento coletivo que é Em Transe. Começa como um filme de assalto, passa pelo momento ~adentrando na mente através da hipnose~, pausa para não um, mas dois closes na xoxota pelada de Rosario Dawnson, mostrando quem manda nessa porra e termina como um filme de redenção e vingança ala Revenge. No meio disso a fotografia com muita luz neon do ótimo Anthony Dod Mantle é um show à parte, mas do resto, nada faz sentido. Danny Boyle, tire umas férias na Índia e vá dançar um Jai Ho por que não ta fácil pra ninguém

Em Transe (Trance) - Danny Boyle, Reino Unido, 2013.

[1/5]

Homem de Ferro 3 marcar o final (ao menos é o que se espera) da saga do personagem e é um alívio pra essa série de enlatados de super-herói que a Marvel realiza à exaustão. Shane Black (do divertido Beijos e Tiros) assume a cagada deixada pelo Jon Favreau no segundo filme e utiliza bem os resquícios dramáticos da primeiro parte e das ações sofridas pelo personagem em Os Vingadores. Pena ele perder o tato por completo no ato final, com reviravoltas que empobrecem a narrativa e desperdiçam personagens. Mas por hora é a melhor empreitada da Marvel desde o primeiro filme do personagem. 
Homem de Ferro 3 (Iron Man 3) - Shane Black, Estados Unidos/China, 2013.
[3.5/5]

Homem de Ferro 3 marcar o final (ao menos é o que se espera) da saga do personagem e é um alívio pra essa série de enlatados de super-herói que a Marvel realiza à exaustão. Shane Black (do divertido Beijos e Tiros) assume a cagada deixada pelo Jon Favreau no segundo filme e utiliza bem os resquícios dramáticos da primeiro parte e das ações sofridas pelo personagem em Os Vingadores. Pena ele perder o tato por completo no ato final, com reviravoltas que empobrecem a narrativa e desperdiçam personagens. Mas por hora é a melhor empreitada da Marvel desde o primeiro filme do personagem. 

Homem de Ferro 3 (Iron Man 3) - Shane Black, Estados Unidos/China, 2013.

[3.5/5]

Digam o Que Quiserem não só fechou os filmes adolescentes da década de oitenta com frescor e chave de ouro, como também marcou o nome do americano Cameron Crowe como uma das grandes promessas da época e com os anos se tornou uma antítese do próprio diretor. O filme não só sobreviveu ao tempo, como também se tornou clássico e referência de gênero. O mesmo não pode ser dito de Crowe, que parece ter perdido a mão e a expressividade ao longo dos anos. 
Digam o Que Quiserem (Say Anything…) - Cameron Crowe, Estados Unidos, 1989.
[4/5]

Digam o Que Quiserem não só fechou os filmes adolescentes da década de oitenta com frescor e chave de ouro, como também marcou o nome do americano Cameron Crowe como uma das grandes promessas da época e com os anos se tornou uma antítese do próprio diretor. O filme não só sobreviveu ao tempo, como também se tornou clássico e referência de gênero. O mesmo não pode ser dito de Crowe, que parece ter perdido a mão e a expressividade ao longo dos anos. 

Digam o Que Quiserem (Say Anything…) - Cameron Crowe, Estados Unidos, 1989.

[4/5]

May 07

O amor coexiste numa linha tênue nesse clássico do Kar Wai. Se por um lado o sentimento explode através dos planos sufocantes em lugares estreitos, escuros e avermelhados, por outro não há toque ou sexo ou um grande beijo junto de uma música edificante que sele a história do casal traído, que sem perceber, se encontram perdidamente apaixonados um pelo outro. Dessa estética versus a pele, existe no final somente a lembrança do que poderia ter sido. E nada mais. 
Amor à Flor da Pele (Fa Yeung Nin Wa) - Wong Kar Wai, Hong Kong/França, 2000.
[5/5]

O amor coexiste numa linha tênue nesse clássico do Kar Wai. Se por um lado o sentimento explode através dos planos sufocantes em lugares estreitos, escuros e avermelhados, por outro não há toque ou sexo ou um grande beijo junto de uma música edificante que sele a história do casal traído, que sem perceber, se encontram perdidamente apaixonados um pelo outro. Dessa estética versus a pele, existe no final somente a lembrança do que poderia ter sido. E nada mais. 

Amor à Flor da Pele (Fa Yeung Nin Wa) - Wong Kar Wai, Hong Kong/França, 2000.

[5/5]

Tendo contra si não só o peso dos 32 anos que fizeram seu original um clássico, mas principalmente por chegar num cenário saturado e exausto, que exige um olhar ao menos diferenciado sobre os clichês que a gente já cansou de ver no gênero,  a nova versão de A Morte do Demônio se sai bem ao se levar a “sério” e não poupar o público do espetáculo de sangue e membros decepados. Mesmo que o início e final não tenham o fôlego do seu miolo e o elenco seja sofrível em tela.  
A Morte do Demônio (Evil Dead) - Fede Alverez, Estados Unidos, 2013.
[3.5/5]

Tendo contra si não só o peso dos 32 anos que fizeram seu original um clássico, mas principalmente por chegar num cenário saturado e exausto, que exige um olhar ao menos diferenciado sobre os clichês que a gente já cansou de ver no gênero,  a nova versão de A Morte do Demônio se sai bem ao se levar a “sério” e não poupar o público do espetáculo de sangue e membros decepados. Mesmo que o início e final não tenham o fôlego do seu miolo e o elenco seja sofrível em tela.  

A Morte do Demônio (Evil Dead) - Fede Alverez, Estados Unidos, 2013.

[3.5/5]

Apr 18

Repeteco da formula do seu trabalho anterior, Tron: O Legado, o novo filme do diretor Joseph Kosinski é lindo de se ver (das paisagens gélidas e brancas ao corpinho definido do Sr. Cruise) e melhor ainda de se ouvir (edição, mixagem e principalmente a música composta pelo duo francês M83), pena ele ter esquecido de novo que alguma coisa tinha acontecer ali pelo meio. O roteiro preguiçoso não nega esse grande comercial estendido. 
Oblivion - Joseph Kosinski, Estados Unidos, 2013.
[2.5/5]

Repeteco da formula do seu trabalho anterior, Tron: O Legado, o novo filme do diretor Joseph Kosinski é lindo de se ver (das paisagens gélidas e brancas ao corpinho definido do Sr. Cruise) e melhor ainda de se ouvir (edição, mixagem e principalmente a música composta pelo duo francês M83), pena ele ter esquecido de novo que alguma coisa tinha acontecer ali pelo meio. O roteiro preguiçoso não nega esse grande comercial estendido. 

Oblivion - Joseph Kosinski, Estados Unidos, 2013.

[2.5/5]

Pontuando de maneira divertida, até mesmo sarcástica, a pretensão de ser artista por ser, sem ter mesmo algo interessante a dizer, o curta pernambucano Eisenstein é mais uma boa paródia sobre esse vícios do que uma homenagem ao cinema soviético das décadas de 20 e 30. 
Eisenstein - Leonardo Lacca, Raul Luna e Tião, Brasil, 2006.
[3/5]

Pontuando de maneira divertida, até mesmo sarcástica, a pretensão de ser artista por ser, sem ter mesmo algo interessante a dizer, o curta pernambucano Eisenstein é mais uma boa paródia sobre esse vícios do que uma homenagem ao cinema soviético das décadas de 20 e 30. 

Eisenstein - Leonardo Lacca, Raul Luna e Tião, Brasil, 2006.

[3/5]

Trash involuntário que foi um sucesso absurdo de bilheteria esse anos nos Estados Unidos, Chamada de Emergência é um supercine canastra, meio grotesco algumas vezes, aonde Halle Berry aproveitou pra faturar uma graninha e mostrar que tá viva e bonita aos seus 46 anos e Abigail Breslin que cresceu e agora é mulher. No meio disso tudo tem um filme de seria killer que pretensamente deveria estar acontecendo, mas até ai você só ta ligado nos momentos de graça involuntários e nas frases de efeito do roteiro. Só faltou mesmo um clássico “bitch” pra complementar o It’s already done que Berry cospe ao final do filme. 
Chamada de Emergência (The Call) - Brad Anderson, Estados Unidos, 2013.
[2.5/5]

Trash involuntário que foi um sucesso absurdo de bilheteria esse anos nos Estados Unidos, Chamada de Emergência é um supercine canastra, meio grotesco algumas vezes, aonde Halle Berry aproveitou pra faturar uma graninha e mostrar que tá viva e bonita aos seus 46 anos e Abigail Breslin que cresceu e agora é mulher. No meio disso tudo tem um filme de seria killer que pretensamente deveria estar acontecendo, mas até ai você só ta ligado nos momentos de graça involuntários e nas frases de efeito do roteiro. Só faltou mesmo um clássico “bitch” pra complementar o It’s already done que Berry cospe ao final do filme. 

Chamada de Emergência (The Call) - Brad Anderson, Estados Unidos, 2013.

[2.5/5]